quinta-feira, 31 de maio de 2012

Brasil goleia os EUA em amistoso


Foi contra os Estados Unidos que Mano Menezes estreou na seleção brasileira, em 2010, com uma bela vitória. E foi contra os Estados Unidos que o técnico teve a certeza de que a preparação para a Olimpíada de Londres vai bem, obrigado. O Brasil venceu nesta quarta-feira os norte-americanos por 4 a 1, em Washington, com um futebol envolvente da garotada comandada pelo técnico gaúcho.

Mano já colocou na cabeça que seu time tem de jogar sempre como no primeiro tempo da partida contra a Dinamarca, quando a Seleção dominou o adversário principalmente porque o marcou em seu campo de defesa. A receita do treinador foi repetida ontem e mais uma vez funcionou no primeiro tempo, embora de uma maneira um pouco menos exuberante.
No sábado, a Seleção se deu muito bem porque várias vezes roubou a bola perto do gol dinamarquês, pegando os europeus de calças curtas. E foi assim que o Brasil abriu o placar no Fedex Field. Oscar roubou a bola de um norte-americano e deu o passe para Leandro Damião, que mandou o chute para o gol. No caminho, a bola encontrou o braço de Onyewu e o árbitro Jeffrey Calderón marcou pênalti, muito bem cobrado por Neymar.
O craque santista, como de hábito, era o centro das atenções, aquele que arrancava mais suspiros de admiração do público norte-americano. Mas o dono do jogo era Oscar. Certamente aliviado por finalmente ter sido comprado pelo Internacional, o meia ditava o ritmo da partida. E fazia seus companheiros jogar. Como no lance em que deu um passe precioso que deixou Damião em condições ideais para marcar o segundo gol, o que só não aconteceu porque o centroavante não foi capaz de superar o bom goleiro Tim Howard.
Sem ser incomodado na defesa, o Brasil continuava pressionando os rivais e obtendo escanteios. Em um deles, a cobrança de Neymar encontrou Thiago Silva livre na área e o zagueiro do Milan marcou de cabeça.

O primeiro tempo só não foi o ideal para a Seleção porque um cochilo da defesa no finzinho terminou em gol de Gomez. Mas não foi nada que ameaçasse a superioridade do Brasil, que marcou o terceiro gol pouco depois de começada a segunda etapa. Marcelo iniciou e terminou uma jogada que teve como ótimos coadjuvantes Hulk e Neymar.
Com o passar dos minutos, o time brasileiro foi relaxando na defesa e o jogo virou um toma-lá-dá-cá danado. Primeiro Dempsey só não marcou para os Estados Unidos porque Rômulo tirou-lhe o doce da boca e depois Alexandre Pato, que havia acabado de entrar no jogo, finalizou na trave uma jogada muito bem tramada entre Oscar e Neymar.
Essa correria toda permitiu ao estreante Rafael mostrar suas credenciais. Na mesma jogada ele fez duas defesas dificílimas em chutes de Gomez e Boyd e mostrou para Mano que tem bola para ser titular em Londres. A poucos minutos do fim, após suportar uma enorme pressão norte-americana, Alexandre Pato deixou seu gol. Uma ótima maneira de encerrar uma noite muito feliz para Mano Menezes e sua turma.
ESTADOS UNIDOS 1 X 4 BRASIL
ESTADOS UNIDOS – Howard; Cherundolo (Parkhurst), Bocanegra, Onyewu, Fabian Johnson (Castillo); Bradley, Jermaine Jones (Beckerman) e Mo Edu (Terrence Boyd); José Torres (Dempsey), Donovan e Herculez Gomez. Técnico: Jurgen Klinsmann.
BRASIL – Rafael; Danilo, Thiago Silva, Juan e Marcelo (Alex Sandro); Sandro, Rômulo e Oscar (Giuliano); Neymar (Lucas), Hulk (Casemiro) e Leandro Damião (Alexandre Pato). Técnico: Mano Menezes.
GOLS – Neymar, aos 11, Thiago Silva, aos 25, e Gomez, aos 44 minutos do primeiro tempo. Marcelo, aos 6, e Alexandre Pato, aos 42 minutos do segundo tempo.
CARTÕES AMARELOS – José Torres, Oscar, Jermaine Jones, Marcelo.
ÁRBITRO – Jeffrey Calderón (Costa Rica-Fifa).
PÚBLICO – 67.619 pagantes.
LOCAL – FedEx Field, em Washington (Estados Unidos).
Atualizado às 00:21
BREVE RESUMO DO JOGO
Depois de passar pela Dinamarca (3 a 1), a seleção brasileira festeja sua segunda vitória na série de quatro amistosos seguidos do time de Mano Menezes. Em Washington, nos EUA, Oscar e Neymar comandaram a equipe nos 4 a 1 diante dos Estados Unidos, um rival desarrumado e sem poder de fogo. Os gols brasileiros foram de Neymar, de pênalti, Thiago Silva, Marcelo e Alexandre Pato, que voltou a jogar depois de contusão que quase o tirou da Olimpíada. Pato jogou pouco, mas foi tempo suficiente para marcar gol e praticamente carimbar seu passaporte para Londres Domingo, o Brasil encara o México.
FRASES APÓS O JOGO
Oscar: ‘Todo mundo na seleção está confiando em mim. Desde que cheguei o Mano me deu a 10. E não é somente por usar a 10, mas este é o meu estilo de jogar mesmo. Minha característica é de muita movimentação. Uma de minhas qualidades é errar pouco passes também.’
Thiago Silva: ‘Estou feliz pela vitória e pela entrega de todos no Brasil. Sem o comprometimento de todos não conseguimos nada. Futebol é coletivo. O time está de parabéns. Não tivemos tempo para treinar as bolas aéreas, mas o Mano nos orientou sobre isso. Temos de trabalhar mais. O bom é que não sofremos gol desta jogada.’
Rafael: ‘O jogador bateu rasteiro e acabou me matando. O Brasil jogou bem. A equipe, apesar de jovem, está muito madura. Nas defesas, tenho de evitar o gol de qualquer forma. Prefiro ressaltar o time todo e não somente a minha atuação. Eu estava bem tranquilo. Foi um jogo bom e bem difícil também. No fim, eles se arriscaram e nós tomamos alguma pressão. Mas estou feliz com a minha estreia. É uma honra grande vestir essa camisa. Trabalhei muito para chegar até aqui e vou dar a vida para não sair mais.’
MINUTO A MINUTO SEGUNDO TEMPO
47 min – Acabou.
41 min – GOLLLLL do Brasil, de Alexandre Pato: 4 a 1. O atacante mata no peito lançamento da esquerda de Marcelo e enche o pé. A defesa dos EUA pediu impedimento. Após o gol, Mano põe Alex Sandro no lugar de Marcelo, e Giuliano no lugar do Oscar.
40 min – Os EUA acertam o travessão em jogada de encanteio. O Brasil anda espanando também na defesa.
38 min – Neymar deixa o campo para a entrada de Lucas.
37 – Os EUA fazem mais duas alterações. Casemiro entra no lugar de Hulk. O jogo é feio porque o Brasil parece meio amarrado na marcação. Falta drible no time brasileiro.
31 min – Rafael faz duas defesas seguidas em chutes à queima roupa dentro da área. O jogo não é bom nesse momento. Os EUA saem um pouco mais e o Brasil tenta se valer dos contra-ataques. Neymar está apagado e Oscar, um pouco cansado.
30 min – Casemiro se prepara para entrar. O público do jogo é de 67.619 torcedores.
25 min – Chute de fora da área de Donovan que desvia na zaga. No escanteio, o Brasil afasta do perigo, sai em contra-ataque, mas erra o último passe. Os Estados Unidos coloca Boyd no lugar de Edu, e Parkhurst na vaga de Cherundolo.
21 min – Pato, em seu primeiro toque, acerta a trave. Triangulação entre Oscar, Neymar e Pato.
20 min – Mano coloca Pato no lugar de Leandro Damião. O atacante do Milan volta a jogar depois de sua contusão na partida contra o Barcelona.
19 min – Rômulo tira bola que seria gol dos EUA.
15 min – Marcelo chuta a bola em cima de Cherundolo, que estava no chão após falta de Neymar. Marcelo tomou amarelo e ironizou.
12 min – Jones pega Neymar feio. O jogador dos EUA dá um rapa no craque brasileiro. O amarelo ficou de bom tamanho. Dois minutos depois, Neymar reclamou para o árbitro que levou um soco do rival.
10 min – Os EUA, perdendo por três, são obrigados a sair mais para o jogo. Isso vai facilitar a vida dos atacantes do Brasil. O time de Mano precisa apenas caprichar um pouco mais no último passe. Saiu Torres para a entrada de Dempsey nos Estados Unidos.
6 min – GOLLLLL do Brasil, de Marcelo: 3 a 1. Neymar recebe pela esquerda e toca para dentro da área, onde estava Marcelo, que tocou de perna esquerda. Foi uma boa trama do ataque brasileiro.
3 min – Falta dura de Bradley em Oscar. Hulk chuta forte, mas a bola passa longe do gol.
1 min – Começou… Nenhum dos times fez alteração. Vale lembrar que domingo, às 16h, o Brasil encara o México.
FRASE DO INTERVALO
Hulk: ‘Fizemos o que o Mano pediu, jogando em cima dos EUA’
Neymar: ‘O time está se comportando muito bem, jogando em cima. Fizemos os gols e poderíamos ter ampliado. Tomamos o gol no finalzinho. A seleção dos EUA é muito boa e temos de tomar cuiado para que eles não encaixem outro passe desses (que gerou o gol)’
PRIMEIRO TEMPO
45 min – Acabou.
44 min – GOOLLLL dos EUA, de Gomez: 2 a 1. Boa jogada pela esquerda de Johnson, que leva até o fundo, dentro da área, e cruza curtinho para encontrar Gomez.
43 min – Os EUA se fecham com todos os jogadores. O Brasil tem dificuldade para encontrar espaço. A marcação é mais intensa do que foi contra a Dinamarca sábado.
40 min – Oscar é o mais habilidoso do Brasil, com bons passes. Deu de calcanhar para Marcelo cruzar. O Brasil ganhou escanteio e a defesa aliviou.
36 min – Klinsmann, o técnico alemão dos Estados Unidos, tem nas mãos um time fraco, de pouco poder de fogo até agora nesse amistoso. Seus marcadores também são atrapalhados e não acompanham as jogadas ofensivas do Brasil, sobretudo pelas laterais.
34 min – Neymar tem sempre dois marcadores em sua cola. O atacante está muito atrás, buscando bola na defesa do Brasil. Até agora não arrumou muita coisa entre os zagueiros.
30 min – Meio estabanado, Rafael faz boas defesas, principalmente nas bolas aéreas. Sandro sofreu falta e cortou o supercílio. Sangrou bastante e o volante teve de ser atendido fora do gramado.
25 min – GOOOLLLLL do Brasil, de Thiago Silva: 2 a 0. O zagueiro foi para a área em escanteio e até se abaixou para cabecear livre de marcação.
24 min – Em bola levantada na área dos Brasil, Bocanegra cabecea sozinho. No contragolpe, o Brasil chega com perigo com Damião e Hulk, que faz o arremate para uma espanada do zagueiro.
21 min – O Brasil recuou um pouco após o gol, deixando apenas Leandro Damião no ataque entre dois marcadores. Neymar anda sumido na esquerda. Os EUA pressionam.
19 min – Oscar faz falta no ataque, sem necessidade, e recebe amarelo.
17 min – Os EUA estão saindo um pouco mais, sempre pela esquerda. Damião perde gol em contra-ataque. A defesa dos EUA pararam. Damião invadiu e bateu em cima do goleiro Howard.
15 min – O Brasil pressiona os Estados Unidos. Sabe usar as lateriais do campo, ora com Neymar, ora com Hulk, que está um pouco apagado nesse começo. Mano escalou para esse jogo o goleiro do Santos, Rafael, de 22 anos.
12 min – GOLLLLL do Brasil, de Neymar: 1 a 0. O atacante cobra o pênalti e faz o primeiro da seleção, seu 9º com a camisa do Brasil. Ele é o artilheiro do time sob o comando de Mano Menezes.
9 min – Pênalti para o Brasil. Damião chuta para o gol e a bola é parada nas mãos do rival.
5 min – Até agora nenhum time deu um chute a gol. As duas equipes tocam a bola. O Brasil fica com a bola nos pés e joga pelas laterais.
3 min – Brasil toca a bola e tenta furar o bloqueio dos norte-americanos na defesa.
0 min – Começa a partida em Washington.
Msn
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quarta-feira, 30 de maio de 2012

Sem jogadores do Barça, Espanha mostra sua cara e goleia Coreia do Sul (Postado por Lucas Pinheiro)

Alguns reservas estavam em campo, não havia ninguém do consagrado Barcelona, mas a Espanha não precisou de muito mais do que o seu habitual futebol para golear a Coreia do Sul, por 4 a 1, nesta quarta-feira, no penúltimo amistoso preparatório para a Eurocopa, em Berna, na Suíça. Fernando Torres, Xabi Alonso, Cazorla e Negredo anotaram para a Fúria, enquanto Kim descontou.

Desta forma, o time comandado por Vicente del Bosque engata a sua segunda vitória na preparação para o maior torneio do continente, já que no sábado derrotou a Sérvia, por 2 a 0. A equipe voltará a campo no domingo, contra a China, em Sevilla, provavelmente com atletas do Barça, último clube a encerrar a temporada. Já a estreia na Euro será diante da tradicional Itália, no dia 10, em Gdansk, na Polônia. Croácia e Irlanda completam o Grupo C.

Inspiração na frente, desconfiança atrás

De tão fácil que parecia estar para a Espanha, um relaxamento deixou as portas abertas para a Coreia surpreender. Foi mais ou menos assim o primeiro tempo no Suisse Wankdorf. No seu melhor estilo, a Fúria nem precisou de seus principais nomes no meio-campo (Xavi e Iniesta, fora Busquets) para mostrar quem dominaria a partida.

Contando com algum apoio da torcida, que compareceu em público pequeno ao estádio suíço (10.220), o time de Vicente del Bosque praticamente massacrou nos primeiros 20 minutos. Marcou apenas uma vez, e justamente com quem talvez mais precisasse. Aos 12, Beñat cruzou da esquerda e Fernando Torres, de costas, desviou para o fundo das redes. Com a confiança de volta, ele é um dos favoritos para ocupar o posto que seria de David Villa, lesionado.

A primeira finalização dos sul-coreanos saiu aos 20, quando Dong-Won levou perigo à meta de Reina em rápida jogada, que envolveu uma defesa não muito segura dos espanhóis, sem Piqué e Puyol - este último, machucado, já fora da Euro. Foi um aviso. Aos 43, depois de a Espanha vacilar em um ataque - Monreal preferiu passar para Mata, impedido, em vez de marcar -, veio o empate. Beñat afastou mal um cruzamento e deixou a bola à feição para Kim Do-Heon acertar um chutaço.

Um pouco de Barça sem ninguém do Barça

O toque de bola envolvente e o futebol de movimentação não contavam com nenhum jogador do Barcelona, mas nem por isso a Espanha deixou de ter a sua cara no segundo tempo. Não pelo menos definir a partida, em 10 minutos.

Logo aos seis, Monreal finalizou para o gol e Jung Soo pôs o braço para impedir. Pênalti que Xabi Alonso cobrou com categoria para desempatar. Minutos depois foi a vez de Cazorla, também em lance de bola parada, mostrar a sua qualidade. O meia do Málaga cobrou falta por baixo da barreira, como fez Ronaldinho Gaúcho pelo Flamengo e Barcelona, e ampliou.

Foi o que Vicente del Bosque esperava para realizar mais testes. O treinador realizou quatro substituições, dando chance aos atacantes Negredo e Soldado, confirmados na lista do grupo que vai à Polônia e Ucrânia. Um deles a aproveitou muito bem. Aos 35, David Silva deu passe primoroso para Negredo completar de canhota e dar números finais a um jogo.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Timão x Peixe: rivalidade centenária sacode semifinais da Libertadores (Postado por Lucas Pinheiro)

É o destino: Corinthians e Santos protagonizarão um dos clássicos paulistas mais importantes da história pela semifinal da Taça Libertadores da América de 2012. Com a vitória do Peixe nos pênaltis sobre o Vélez Sarsfield nesta quinta-feira, o confronto por uma vaga na decisão se confirmou: enquanto os santistas, atuais campeões, lutam pelo tetra da competição continental, os corintianos vão em busca do título inédito, considerado uma obsessão pela torcida.

A rivalidade alvinegra é quase centenária. Começou no dia 26 de julho de 1913, com vitória santista por 6 a 3, e se destacou, desde o início, pelos longos tabus impostos por ambos os lados. Logo no início da história do clássico, o Santos passou seis anos sem perder para o Corinthians (ou seja, até 1919). O maior período de seca imposto pelo Corinthians foi de sete anos (1976 a 1983). Ao contrário do conhecido tabu da era Pelé, na qual o Timão ficou 22 jogos sem vencer o Peixe apenas pelo Campeonato Paulista, a equipe de Parque São Jorge não foi derrotada pelo rival da Baixada em nenhuma competição profissional daquele período.

Na Libertadores deste ano, as campanhas dos rivais na primeira fase foram semelhantes. Ambos avançaram como líderes de seus grupos: o Santos com 13 pontos (quatro vitórias, um empate e uma derrota) e o Corinthians com 14 (quatro vitórias e dois empates). A diferença veio no mata-mata. Tanto nas oitavas quanto nas quartas de final, a equipe do Parque São Jorge se classificou empatando sem gols fora de casa e vencendo no estádio do Pacaembu. Já o time da Baixada perdeu as duas fora de casa (2 a 1 para o Bolívar e 1 a 0 para o Vélez Sarsfield), decidindo a vaga com vitórias no Alçapão da Vila Belmiro.

Inevitavelmente, o destaque inicial do confronto é o duelo entre o eficiente ataque do Peixe e a sólida defesa do Timão: liderado por Neymar, o Santos marcou 22 gols em dez jogos (média de 2,2 por jogo), enquanto o Corinthians foi vazado apenas duas vezes na mesma quantidade de partidas (média de 0,2) e detém a segunda melhor defesa da história da competição, atrás apenas do Junior Barranquilla-COL de 1978, que tomou um gol em seis jogos (média 0,17), mas caiu na primeira fase daquele ano.

Aliás, o time da capital não sofreu nenhum gol jogando como mandante e ainda tem a chance de se sagrar o sexto campeão invicto da história da Libertadores. Peñarol-URU (1960), Santos (1963), Independiente-ARG (1964), Estudiantes-ARG (1969 e 1970) e Boca Juniors-ARG (1978) já conquistaram o feito.

Independentemente do resultado que obtenha contra o Santos, o Corinthians já igualou sua melhor campanha na história da Libertadores. Em 2000, uma das melhores equipes da história alvinegra, com figuras como Marcelinho Carioca, Vampeta, Rincón, Edilson e Luizão, sucumbiu para o arquirrival Palmeiras nos pênaltis, pela segunda vez consecutiva. O campeão seria o Boca Juniors. O roteiro agora é parecido - o Corinthians tem um rival paulista nas semifinais e vê o Boca pintando com força do outro lado da chave.

O histórico geral de confrontos entre Timão e Peixe, independentemente da competição, apresenta larga vantagem para o time do Parque São Jorge. Em 301 jogos, foram 122 vitórias do Corinthians, contra 96 triunfos do Santos, além de 83 empates. O Alvinegro Praiano balançou as redes 471 vezes, contra 555 gols do rival.

O Corinthians tem um retrospecto equilibrado em seus confrontos com outras equipes brasileiras na história desta competição. Em 10 Libertadores, o clube disputou 20 partidas contra outras equipes brasileiras, conseguindo oito vitórias, cinco empates e sete derrotas, com 23 gols marcados e 23 sofridos.Palmeiras (seis vezes), Flamengo (quatro), Internacional, Botafogo, Grêmio, Atlético/MG e Vasco, duas vezes cada, são os brasileiros que já cruzaram o caminho corintiano no torneio.

O Santos, por outro lado, tem um retrospecto negativo em jogos com outras equipes brasileiras na Libertadores. O Peixe enfrentou 10 vezes seus compatriotas dentro da competição, obtendo apenas três vitórias, além de dois empates e cinco derrotas. Em 1963, o Peixe eliminou o Botafogo nas semifinais da competição (1 a 1 e 4 a 0); em 1984, na primeira fase, o Peixe foi goleado duas vezes pelo Flamengo (4 a 1 no Maracanã e 5 a 0 no Morumbi); em 2005, o Santos foi eliminado nas quartas de final, com duas derrotas diante do Atlético-PR (3 a 2 em Curitiba e 2 a 0 na Vila Belmiro).

Enquanto o Timão vem embalado por uma vitória justamente sobre um compatriota, o Vasco, o Peixe não enfrenta adversários brasileiros na competição continental desde 2007. E a lembrança de cinco anos atrás não é nada boa. Também pela fase semifinal, o Santos acabou eliminado pelo Grêmio por conta de um gol marcado fora de casa pelo Tricolor Gaúcho, que venceu por 2 a 0 no Olímpico e perdeu por 3 a 1 na Vila Belmiro.

Embora a Conmebol ainda não confirme as datas oficiais, Corinthians e Santos devem se enfrentar nos dias 13 e 20 de junho. Para aumentar ainda mais a ansiedade do torcedor, o GLOBOESPORTE.COM selecionou grandes momentos da história do clássico paulista, apresentados abaixo. Relembre e se prepare para este jogaço!

GRANDES VITÓRIAS DO CORINTHIANS

Maior de todos os tempos (Santos 0 x 11 Corinthians - Paulista de 1920)
Esta é a maior goleada aplicada pelo Timão e sofrida pelo Peixe na história. Jogando na Baixada Santista, o Corinthians abriu 5 a 0 ainda no primeiro tempo. Os santistas, revoltados com a arbitragem, passaram a forçar expulsões e pênaltis. Quando Neco marcou o décimo tento da equipe de Parque São Jorge, Ary, do Alvinegro Praiano, fez gol contra de propósito. O jogo terminou aos 21 minutos da etapa complementar, porque o Santos não tinha jogadores suficientes em campo.

Rei de verdade é o Rivellino! (Corinthians 2 x 0 Santos - Paulista de 1968)
O dia era 6 de março. Havia 11 anos (ou 22 partidas) que o Timão não ganhava do Santos de Pelé em partidas válidas pelo Campeonato Paulista. Com os reforços de Paulo Borges, Buião e Eduardo, o Corinthians, liderado por Rivellino, matou o jogo no segundo tempo, após uma etapa inicial equilibrada: Paulo Borges, o Risadinha, e Flávio, o Minuano, marcaram os gols da redenção. A torcida deixou o Pacaembu cantando: “Com Pelé, com Edu, nós quebramos o tabu!”.

No último suspiro, do jeito que a Fiel Gosta (Santos 1 x 2 Corinthians – Paulista de 2001)
O torcedor do Corinthians que esteve no Morumbi no dia 13 de maio de 2011 dificilmente esquecerá esta data. Os rivais alvinegros brigavam por uma vaga na final do Campeonato Paulista. O Santos, que jogava pelo empate, saiu na frente, mas Marcelinho Carioca igualou o marcador um minuto depois. Quando tudo parecia perdido e a torcida do Santos já comemorava a eliminação corintiana, o meia Ricardinho disparou chute certeiro, de fora da área, sem chances para Fábio Costa, a 15 segundos do fim. Explosão da Fiel e Timão na decisão contra o Botafogo de Ribeirão Preto. A campanha resultaria no 24° título estadual do clube.


Baile ao ritmo de cumbia argentina (Corinthians 7 x 1 Santos – Brasileiro de 2005)
Em todos os clássicos contra o Santos, desde 6 de novembro de 2005, a torcida do Corinthians carrega uma bandeira: "Eterno 7 a 1". Não é para menos. Com um show de Carlitos Tevez, que marcou três gols e infernizou o Peixe no Pacaembu, o Timão construiu uma goleada que ficaria marcada como a melhor exibição da campanha do título nacional, conquistado na última rodada, contra o Goiás. Os torcedores santistas tentam justificar a goleada lembrando que os jogadores pareciam querer derrubar o então treinador, Nelsinho Baptista. Mas o que ficou para a história mesmo foram os gols.


Quando o Rei aplaudiu de pé o Fenômeno (Santos 1 x 3 Corinthians – Paulista de 2009)
Após eliminarem São Paulo e Palmeiras, respectivamente, Corinthians e Santos chegaram à final do Campeonato Paulista. No primeiro jogo, na Vila Belmiro, apenas um nome foi falado: Ronaldo. O Fenômeno marcou dois dos três gols do Timão, sendo que um deles (o que fechou o triunfo), foi classificado por ele próprio como o mais bonito da carreira. Após cortar o lateral Triguinho na intermediária, R9 viu Fábio Costa adiantado e não teve dúvidas: tocou por cobertura, com classe, calando a torcida santista. Presente na partida, Pelé não teve dúvidas: levantou-se e aplaudiu o feito do atacante. O Corinthians ficaria com o título após empate por 1 a 1 no Pacaembu.


GRANDES VITÓRIAS DO SANTOS

Taça na Vila ou fogo no Parque (Corinthians 0 x 2 Santos - Paulista de 1935)
O primeiro título do Santos de maior repercussão foi o Campeonato Paulista de 1935. Com 23 anos de história – o time foi fundado em 1912 –, o Peixe conseguiu o troféu justamente em cima do Corinthians. Nos pontos corridos, o Alvinegro Praiano venceu o Timão dentro do Parque São Jorge, por 2 a 0, e conseguiu ficar com a taça. Na ocasião, por conta de erros da arbitragem em partidas anteriores da equipe da Baixada em outras competições, houve uma mobilização grande dos torcedores que lotaram o estádio de São Paulo com galões de gasolina e prometeram colocar fogo no local caso o Santos fosse novamente prejudicado.

Curvem-se ao Rei Pelé (Corinthians 4 x 7 Santos - Paulista de 1964)
O maior artilheiro da história do clássico Santos e Corinthians é Pelé, com 51 gols em 50 partidas disputadas. Nesta vitória por 7 a 4, pela antepenúltima rodada do Campeonato Paulista de 1964, o Rei do Futebol marcou quatro vezes, manteve o Peixe na liderança da competição e abriu diferença considerável na tabela de classificação, que praticamente tirou as possibilidades de o Timão conquistar o título daquele ano – o time da Vila foi aos 40 pontos e o da capital ficou com 38, sendo que naquela época cada vitória valia apenas dois pontos. Na última rodada, o Alvinegro da Baixada venceu a Portuguesa por 3 a 2 e conquistou o título.

Última glória antes do jejum (Corinthians 0 x 1 Santos - Paulista de 1984)
Após a conquista deste título do Campeonato Paulista de 1984 em cima do Corinthians, o Santos entra em uma fase de ostracismo e fica longe das glórias até 2002. Em seguida, ser santista passa a ser um sofrimento. Falta de dinheiro, jogadores medíocres e péssimas administrações afundam o clube. Os alvinegros praianos viram alvo de piadas. A competição era disputada nos pontos corridos, e novamente o time da Vila Belmiro fez o jogo que definiu o campeão diante de um dos maiores rivais.


Show e fim da seca. Melhor impossível! (Santos 3 x 2 Corinthians - Brasileiro de 2002)
Depois de uma fase difícil, o Santos venceu o Corinthians com um time formado basicamente por garotos e conquistou, depois de 18 anos, um título importante. Naquela campanha, a diretoria havia dito que não iria contratar mais ninguém por falta de dinheiro, e o então técnico Emerson Leão teve de apostar na base. E assim surgiram jogadores como Diego, Elano, Renato, Alex e, claro, Robinho, o garoto de canelas finas que eternizou um drible - a pedalada - em cima do lateral corintiano Rogério.

Lembrada com carinho, mas não valeu (Santos 4 x 2 Corinthians - Brasileiro de 2005)
A partida não definiu um título, mas tem espaço na memória dos santistas mais novos. Nesta vitória por 4 a 2 diante do Corinthians, no Brasileirão de 2005, o Peixe colocou em campo pela única vez no clássico dois de seus maiores ídolos recentes: Giovanni e Robinho - o maior representante da geração de 1995 e o ícone do time campeão em 2002. O meia marcou dois gols. A partida, porém, é mais lembrada por ter sido anulada pelo STJD após o escândalo da máfia do apito, que manipulou resultados naquela temporada. O jogo remarcado foi recheado de lances polêmicos, expulsões, protestos, invasão da torcida e pênalti não marcado, o Corinthians venceu por 3 a 2, de virada, e disparou na liderança da competição nacional – o Timão acabou campeão daquele ano. Neste jogo, Robinho já havia sido negociado e Giovanni, descontente com a arbitragem, chutou a bola para a arquibancada em sinal de protesto.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Corinthians e Vasco revivem 2011 no duelo por vaga nas semifinais (Postado por Lucas Pinheiro)

Os melhores times do último Campeonato Brasileiro decidem nesta quarta-feira quem continuará em busca do tão sonhado título da Taça Libertadores. Em evidência desde a temporada anterior, Corinthians e Vasco fazem, a partir das 21h50m, no Pacaembu, um jogo sem favoritos que poderá colocá-los entre os quatro principais clubes das Américas ou mergulhá-los em um momento de instabilidade após fracassos também nos estaduais.

Não há vantagem para nenhum dos lados. O empate sem gols, em São Januário, deixou a disputa aberta e a projeção de um confronto emocionante, em São Paulo. Invicto no torneio e sem sofrer gols em casa, o Timão se apega à força dos mais de 34 mil torcedores que lotarão o estádio. Já o Gigante da Colina tem na bagagem a confiança de ter eliminado o Lanús, na Argentina, nas cobranças de pênaltis.

O Corinthians põe à prova um novo esquema tático, sem centroavante. Liedson, cada vez mais em baixa, foi novamente preterido para que o meia Alex atuasse avançado, como no Rio. No Vasco, a esperança está na velocidade de Eder Luis para jogar nos contra-ataques e tentar surpreender.

Quem vencer por qualquer placar estará nas semifinais. Os cariocas têm a vantagem de se classificarem também através dos empates com gols. Em caso de repetição do placar do primeiro jogo, a decisão será nos pênaltis. O ganhador deste duelo enfrentará o Santos (caso o Peixe elimine o Vélez), Fluminense (caso o Flu passe pelo Boca, e o Santos seja eliminado pelo Vélez) ou ainda o vencedor de Universidad de Chile e Libertad (caso Vélez e Boca eliminem Santos e Flu), já que o regulamento prevê que dois compatriotas se enfrentem nas semifinais.

Leandro Pedro Vuaden (RS) apita a partida. Os auxiliares são Altermir Hausmann e Carlos Berkenbrock (ambos RS). A Rede Globo transmite a partida para os estados de SP, RJ, MG, ES, RS, PR (menos Curitiba), SC, PE, CE, PB, SE, MA, RN, PI, AL, DF, MT, MS e Região Norte. Você acompanha também, em Tempo Real, no GLOBOESPORTE.COM.

Corinthians: Tite optou por não fazer mudanças no Timão em relação ao empate sem gols no Rio de Janeiro. Liedson jogou mal contra o Fluminense, pelo Brasileirão, e não convenceu o treinador de que poderia voltar à equipe. Com isso, permanece o esquema com o meia Alex mais livre na frente. A formação é a seguinte: Cássio; Alessandro, Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Danilo e Alex; Jorge Henrique e Emerson.

Vasco: como de costume, o técnico Cristóvão Borges não revelou qual será a formação cruz-maltina para a partida decisiva contra o Corinthians. Mas a tendência é que repita os titulares do empate em 0 a 0, em São Januário. Uma alternativa seria a entrada de Felipe no meio-campo, possivelmente no lugar de Juninho. O Vasco deve começar com a seguinte escalação: Fernando Prass, Fagner, Renato Silva, Rodolfo e Thiago Feltri; Romulo, Nilton, Juninho (Felipe) e Diego Souza; Eder Luis e Alecsandro.

Corinthians: Paulo André (recuperação de cirurgia no joelho direito), Wallace (recuperação de cirurgia no tornozelo esquerdo), Edenílson (fratura no pé esquerdo) e Ramírez (convocado para a seleção peruana).

Vasco: o zagueiro Dedé segue se recuperando de um edema ósseo na perna esquerda. O atacante Carlos Tenorio sofreu uma cirurgia no tendão de Aquiles do pé direito e o meia argentino Abelairas sente dores nas costas.

Corinthians: Emerson costuma assumir a responsabilidade de decidir em partidas importantes do Timão. Na fase anterior, o atacante foi determinante na vitória por 3 a 0 sobre o Emelec, em São Paulo. Agora, é uma das grandes armas de Tite para abrir a defesa vascaína com velocidade e jogadas individuais.

Vasco: ninguém esconde que os contra-ataques serão a grande aposta para marcar o gol que pode dar a classificação no tempo normal. Por isso, Eder Luis será uma peça considerada de extrema importância. A velocidade e a habilidade do camisa 7 são trunfos vascaínos.

Tite, técnico do Vasco: “Vamos para um jogo decisivo em que queremos ser melhores que o adversário, ganhar dentro de campo, com entrosamento e qualidade técnica. É o campeão contra o vice do último Brasileiro. Será um grande jogo mais uma vez”.

Cristóvão Borges, técnico do Vasco: “O Corinthians não tomou gol na Libertadores. Marca muito bem. Nosso time é ofensivo, sempre faz gols. A briga é essa. Agora é o jogo decisivo. Ou vamos fazer gol e passar, ou o Corinthians não vai tomar gol e passar”.


23/05/2012 06h10 - Atualizado em 23/05/2012 09h51
Corinthians e Vasco revivem 2011 no duelo por vaga nas semifinais
Adversários no Brasileirão do ano passado, paulistas e cariocas voltam a medir forças, agora pela Libertadores. No Rio, deu empate sem gols

Por Carlos A. Ferrari e Gustavo Rotstein São Paulo e Rio de Janeiro
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Danilo, Diego Souza, Corinthians x Vasco (Foto: Editoria de arte / Globoesporte.com)Danilo e Diego Souza, esperanças de Timão e
Vasco (Montagem:  Globoesporte.com)

Os melhores times do último Campeonato Brasileiro decidem nesta quarta-feira quem continuará em busca do tão sonhado título da Taça Libertadores. Em evidência desde a temporada anterior, Corinthians e Vasco fazem, a partir das 21h50m, no Pacaembu, um jogo sem favoritos que poderá colocá-los entre os quatro principais clubes das Américas ou mergulhá-los em um momento de instabilidade após fracassos também nos estaduais.

Não há vantagem para nenhum dos lados. O empate sem gols, em São Januário, deixou a disputa aberta e a projeção de um confronto emocionante, em São Paulo. Invicto no torneio e sem sofrer gols em casa, o Timão se apega à força dos mais de 34 mil torcedores que lotarão o estádio. Já o Gigante da Colina tem na bagagem a confiança de ter eliminado o Lanús, na Argentina, nas cobranças de pênaltis.

O Corinthians põe à prova um novo esquema tático, sem centroavante. Liedson, cada vez mais em baixa, foi novamente preterido para que o meia Alex atuasse avançado, como no Rio. No Vasco, a esperança está na velocidade de Eder Luis para jogar nos contra-ataques e tentar surpreender.
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Quem vencer por qualquer placar estará nas semifinais. Os cariocas têm a vantagem de se classificarem também através dos empates com gols. Em caso de repetição do placar do primeiro jogo, a decisão será nos pênaltis. O ganhador deste duelo enfrentará o Santos (caso o Peixe elimine o Vélez), Fluminense (caso o Flu passe pelo Boca, e o Santos seja eliminado pelo Vélez) ou ainda o vencedor de Universidad de Chile e Libertad (caso Vélez e Boca eliminem Santos e Flu), já que o regulamento prevê que dois compatriotas se enfrentem nas semifinais.

Leandro Pedro Vuaden (RS) apita a partida. Os auxiliares são Altermir Hausmann e Carlos Berkenbrock (ambos RS). A Rede Globo transmite a partida para os estados de SP, RJ, MG, ES, RS, PR (menos Curitiba), SC, PE, CE, PB, SE, MA, RN, PI, AL, DF, MT, MS e Região Norte. Você acompanha também, em Tempo Real, no GLOBOESPORTE.COM.

header as escalações 2

Corinthians: Tite optou por não fazer mudanças no Timão em relação ao empate sem gols no Rio de Janeiro. Liedson jogou mal contra o Fluminense, pelo Brasileirão, e não convenceu o treinador de que poderia voltar à equipe. Com isso, permanece o esquema com o meia Alex mais livre na frente. A formação é a seguinte: Cássio; Alessandro, Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Danilo e Alex; Jorge Henrique e Emerson.

Vasco: como de costume, o técnico Cristóvão Borges não revelou qual será a formação cruz-maltina para a partida decisiva contra o Corinthians. Mas a tendência é que repita os titulares do empate em 0 a 0, em São Januário. Uma alternativa seria a entrada de Felipe no meio-campo, possivelmente no lugar de Juninho. O Vasco deve começar com a seguinte escalação: Fernando Prass, Fagner, Renato Silva, Rodolfo e Thiago Feltri; Romulo, Nilton, Juninho (Felipe) e Diego Souza; Eder Luis e Alecsandro.

quem esta fora (Foto: arte esporte)

Corinthians: Paulo André (recuperação de cirurgia no joelho direito), Wallace (recuperação de cirurgia no tornozelo esquerdo), Edenílson (fratura no pé esquerdo) e Ramírez (convocado para a seleção peruana).

Vasco: o zagueiro Dedé segue se recuperando de um edema ósseo na perna esquerda. O atacante Carlos Tenorio sofreu uma cirurgia no tendão de Aquiles do pé direito e o meia argentino Abelairas sente dores nas costas.

header fique de olho 2

Corinthians: Emerson costuma assumir a responsabilidade de decidir em partidas importantes do Timão. Na fase anterior, o atacante foi determinante na vitória por 3 a 0 sobre o Emelec, em São Paulo. Agora, é uma das grandes armas de Tite para abrir a defesa vascaína com velocidade e jogadas individuais.

Vasco: ninguém esconde que os contra-ataques serão a grande aposta para marcar o gol que pode dar a classificação no tempo normal. Por isso, Eder Luis será uma peça considerada de extrema importância. A velocidade e a habilidade do camisa 7 são trunfos vascaínos.
header o que eles disseram

Tite, técnico do Vasco: “Vamos para um jogo decisivo em que queremos ser melhores que o adversário, ganhar dentro de campo, com entrosamento e qualidade técnica. É o campeão contra o vice do último Brasileiro. Será um grande jogo mais uma vez”.

Cristóvão Borges, técnico do Vasco: “O Corinthians não tomou gol na Libertadores. Marca muito bem. Nosso time é ofensivo, sempre faz gols. A briga é essa. Agora é o jogo decisivo. Ou vamos fazer gol e passar, ou o Corinthians não vai tomar gol e passar”.

header números e curiosidades

* Quem tem vantagem? Confira o histórico do confronto na Futpédia

*Empatar por 0 a 0 a primeira partida do mata-mata da Libertadores costuma ser uma boa vantagem. Nas últimas oito Libertadores, de 2005 a 2012, houve 12 casos de empates sem gols nas partidas de ida e em dez oportunidades o time que atuou casa no jogo da volta se classificou para seguir na competição.

* Com apenas dois gols sofridos em nove jogos, o Corinthians tem a melhor defesa da Libertadores. Na história da competição continental, essas foram as equipes com as melhores defesas: Boca Juniors campeão de 1977, com três gols sofridos em 13 jogos (média de 0,23), Nacional (Uruguai) campeão de 1971, com quatro gols sofridos em 13 jogos (média de 0,30), Nacional (Uruguai) campeão de 1980, com cinco gols sofridos em 12 jogos (média de 0,40) e Cobreloa (Chile) vice de 1981 com cinco gols sofridos em 12 jogos (média de 0,40).

* Este ano, o Corinthians disputou 18 jogos no Pacaembu, com 13 vitórias, dois empates e três derrotas, marcando 29 gols e sofrendo 10. Em suas últimas 50 partidas no Pacaembu, o Timão venceu 33 vezes, empatou oito e sofreu nove derrotas com um aproveitamento de 71%.

*O retrospecto recente do confronto entre Vasco e Corinthians aponta pequena vantagem vascaína. Nas últimas dez partidas, o Vasco venceu três vezes, contra duas vitórias corintianas e cinco empates. Já no século XXI, este clássico nacional aconteceu 23 vezes, com nove vitórias corintianas, nove empates e cinco vitórias vascaínas, 30 gols do Timão e 23 do Vasco.

Corinthians e Vasco se enfrentaram na última quarta-feira, em São Januário. Com o gramado castigado por causa da chuva, as equipes fizeram uma partida de pouca produtividade ofensiva. Os cariocas reclamaram de um gol de Alecsandro, anulado corretamente pela arbitragem sob a alegação de impedimento. O empate por 0 a 0 deixou em aberta a disputa pela vaga nas semifinais da Taça Libertadores.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Leão ironiza crise de relacionamento no Tricolor: 'Fofoca rende novela' (Postado por Lucas Pinheiro)

A coletiva do técnico Emerson Leão nesta terça-feira demorou exatos 27 minutos. Em grande parte dela, o treinador respondeu insistentes perguntas sobre sua conturbada relação com a diretoria, o risco de demissão e o momento da equipe na temporada. Leão mostrou desconforto com a notícia divulgada pelo GLOBOESPORTE.COM na última segunda-feira: segundo pessoa influente da diretoria, o treinador estaria forçando sua saída do clube para receber a multa rescisória e tentar diminuir problemas financeiros. Informação que foi rebatida de primeira pelo comandante.

- Não adianta ficar falando pela imprensa. Eu me exponho aqui e não preciso estar atrás de nenhuma penumbra. O mais importante é o que o torcedor sabe o que está acontecendo. O amor no trabalho é importante, a paz é melhor ainda, mas a covardia não. Volto a dizer, nada me prende aqui, o São Paulo não me deve nada e eu não devo nada ao São Paulo - afirmou.

O técnico garantiu que as turbulências não atrapalham em nada o seu trabalho dentro das quatro linhas.

- Ideal nunca é (trabalhar sob pressão). Eu tenho confiança no meu trabalho. Fofoca, inclusive, rende novela. O clima que todos falam não está dentro do gramado. Treinamos bem, com sorriso, nossa rotina não mudou. Esse tal clima não está dentro das nossas cabeças. O jogador sabe que entra em campo para ajudar a si próprio e, quando isso acontece, leva torcedor, dirigentes e todos que trabalham no clube juntos - ressaltou.

O técnico confirmou que existem divergências com a diretoria de futebol, o que é absolutamente normal dentro de qualquer profissão.

- Tem certas coisas com as quais você não concorda em um ambiente de trabalho. Isso vale para qualquer pessoa. Como se resolve isso? Com o diálogo franco. E, para isso, existem várias salas. O meu tanque não tem limite. Mas isso desde que não me incomode, desde que não ocorra nenhuma violação, o que ainda não ocorreu - ressaltou.

Dentro do clube, existe uma corrente que defende a troca da comissão técnica independentemente do resultado da partida desta quarta-feira, contra o Goiás, às 22h, em Goiânia, pelas quartas de final da Copa do Brasil. Como venceu o jogo de ida, no Morumbi, por 2 a 0, o Tricolor avança mesmo se perder por um gol.

Para continuar, Leão se apega ao seu índice de aproveitamento na temporada, próximo a 75%. Resta saber se esses números serão suficientes para convencer a ala descontente da diretoria.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Palmeiras apresenta novo uniforme e vai do retrô ao 'futurista'


Constragido, César Sampaio não confirmou se gostou do novo modelo 2012.

Camisa traz escudo tradicional e detalhes triangulares no peitoral

Divulgação

Modelo do Palmeiras tem inovações e já foi definido como 'futurista' por César Sampaio

O Palmeiras apresentou nesta quinta-feira seu novo uniforme para o restante da temporada 2012. Muito diferente do utilizado até a última quarta-feira, o manto abandona o estilo retrô e adota um tom mais "futurista", como classificou o gerente de futebol César Sampaio. O escudo inspirado em 1942 ­ quando deixou de existir o Palestra Itália ­ foi abandonado e o distintivo tradicional está de volta ao lado esquerdo da camisa.
Outra novidade, bastante aparente, são os detalhes triangulares na parte superior da camisa, próximo aos ombros e no peitoral. O patrocínio master no centro da camisa também foi impresso em prata, em harmonia com os outros detalhes do uniforme - que também são pintados dessa cor. Deixando transparecer a surpresa com tamanha inovação de um ano para outro, César Sampaio foi sucinto ao comentar o novo uniforme.

"É futurista, acompanhando a evolução tecnológica. Tomara que possa trazer a sorte para o título", disse, à TV Bandeirantes.

Além do dirigente, outros ex-jogadores e ídolos do clue compareceram ao evento, na Academia de Futebol: Ademir da Guia e Evair. O ex-atacante, inclusive, fez piada com a evolução dos uniformes ao longo dos anos e a grade tecnologia presente na fabricação dos novos modelos."Quando eu estava em forma, não tinha dificuldade em carregar o peso. Agora, estou meio fora de peso, né? Mas os uniformes de hoje são muito confortáveis, são muito gostosos de se vestir", brincou.

Neymar admite: 'Joguei mal. Nem sempre as coisas dão certo' (Postado por Lucas Pinheiro)

Bem marcado pelos defensores do Vélez, Neymar teve atuação abaixo da média na primeira partida das quartas de final da Taça Libertadores da América, na noite desta quinta-feira, em Buenos Aires, que terminou com a vitória dos donos da casa por 1 a 0.

Depois de um primeiro tempo apagado, o camisa 11 do Peixe cresceu na partida na segunda etapa e tentou buscar mais o jogo. Porém, com um mau desempenho do restante da equipe, o Alvinegro voltou para o Brasil em desvantagem na busca por uma vaga nas semifinais da competição continental.

- Nosso time não fez uma bela partida, mas esse 1 a 0 dá para reverter. Nem sempre as coisas dão certo. Hoje foi um dia que a gente não conseguiu jogar - declarou o craque do time.

- Joguei mal. Joguei mal, sim. Não vou mentir. Queria ter jogado melhor, não deu - emendou.

Neymar reconheceu a má atuação do Santos em Buenos Aires, mas mostrou confiança na recuperação alvinegra na partida de volta. Para avançar às semifinais, o Peixe precisa vencer por dois gols de diferença. Vitória por 1 a 0 leva a decisão para os pênaltis. Qualquer empate garante os argentinos na próxima fase.

- Não apresentamos aquele futebol que estamos acostumados a apresentar. Temos condições de reverter em casa - disse o camisa 11.