sexta-feira, 13 de julho de 2012

Por Libertadores, Felipão muda discurso e admite renovar contrato (Postado por Lucas Pinheiro)

O técnico Luiz Felipe Scolari está acostumado com títulos. Ele coleciona conquistas – foi campeão do mundo, da Libertadores, do Brasileirão... A última taça erguida foi a do bicampeonato da Copa do Brasil à frente do Palmeiras. Esta, em particular, lavou a alma do treinador. Antes, ele sofria com as críticas da “turma do limão”. Agora, está novamente nos braços da torcida, que gritou “fica, Felipão!” durante os festejos do título.

Com contrato até o fim deste ano, o comandante alviverde já havia afirmado que não renovaria com o Verdão mesmo se faturasse a Copa do Brasil. No entanto, com a taça em mãos, o discurso mudou.

– Não digo que não fico. Vou trabalhar com a mesma vontade. Temos um clássico com o São Paulo agora (pelo Brasileirão). Ficar ou não depende de uma série de coisas que está por vir. Temos de esperar – disse o treinador.

De olho na Taça Libertadores, Felipão agora coloca a renovação como uma possibilidade. No dia 20 de maio, porém, a história era bem diferente. O treinador bateu o martelo e descartou qualquer chance de chefiar o Palmeiras em 2013. Ele chegou a dizer que seria melhor para todos ele não prosseguir à frente do Verdão.

Essa posição antes irredutível tinha motivo. O técnico voltou ao clube em 2010 e alimentou a esperança da torcida de a parceria repetir o sucesso do fim dos anos 90, quando liderou o Alviverde nas conquistas da Copa do Brasil de 1998 e da Libertadores do ano seguinte. Só que os títulos não chegaram ao Palestra Itália. Foram dois anos de uma espera nervosa.

Os bons resultados não vieram, mas as polêmicas, sim. Felipão, que tem um mau relacionamento com o vice-presidente de futebol Roberto Frizzo, entrou em queda de braço com o atacante Kleber, em 2011.

O treinador venceu e superou os protestos da “turma do limão”, que questionava a relação custo-benefício para manter o treinador – Felipão tem o maior salário entre os técnicos que atuam no Brasil. Ele deu a resposta com a taça da Copa do Brasil e desabafou.

– Minhas duas passagens aqui marcaram de alguma forma. O que alguns imaginam que é caro, na verdade, é muito barato – disse o técnico.

Agora, Valdivia, Marcos, Marcos Assunção & Cia. engrossam o coro da torcida, que pede a permanência do técnico em 2013. A disputa da Libertadores é um fator que pesa à favor da renovação. O presidente do clube, Arnaldo Tirone, está confiante para um acerto.

– Ele tem tudo para continuar. Felipão tem a razão dele, mas vamos conversar. Ele tem identificação com o Palmeiras. Sentimos que ele torce pelo Verdão – disse o mandatário.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Céu verde! Na bola parada, Palmeiras é bicampeão da Copa do Brasil


Coritiba1x1Palmeiras
Final


Empate por 1 a 1 contra o Coritiba sai de nova cobrança de falta de Marcos Assunção e faz torcida soltar grito de campeão após quatro anos sem títulos



DESTAQUES DO JOGO
  • momento decisivo
    20 min

    O Couto Pereira ainda vibrava com o gol de Ayrton quando Betinho cabeceou no canto esquerdo de Vanderlei e esfriou totalmente o estádio.
  • nome do jogo
    M. Assunção

    Além de ter sido firme na marcação, deixou Betinho livre no primeiro tempo, cruzou para o gol do atacante no segundo e ainda acertou a trave em falta.
  • estatística
    Desarmes

    Os comandados de Felipão roubaram 54 bolas do Coritiba, enquanto os adversários só fizeram nove desarmes. Números que fazem diferença.
A CRÔNICA
por Alexandre Lozetti

Quando surgiu o alviverde imponente no gramado do Couto Pereira, onde a luta o aguardava, eles sabiam bem o que vinha pela frente. Um Coritiba inflamado, empolgado, confiante, regido por fanáticos que se orgulham em chamar de “inferno verde” o ambiente criado para receber os rivais. Mas hoje o céu também é verde, no tom que estampa os corações de uma torcida que canta e vibra. O Palmeiras soube mostrar que, de fato, é campeão. É campeão de novo. É campeão da Copa do Brasil! O empate por 1 a 1 contra o Coritiba, com gol de Betinho, que provocou piadinhas e críticas até mesmo dentro do clube quando foi contratado, consagrou um time que teve de tudo, menos a famosa "sorte de campeão". Teve o artilheiro Barcos fora das finais por crise de apendicite, o criativo Valdivia expulso no primeiro jogo, o bravo Henrique febril no segundo e ainda perdeu, no primeiro tempo do Couto Pereira, Thiago Heleno por lesão. Mas o Palmeiras teve raça, disposição, jogadores empenhados em colocar novamente nos rostos de seus torcedores o orgulho na hora de encarar os rivais nas ruas depois de quatro anos sem títulos, desde o Campeonato Paulista de 2008. Fatores capazes de superar as limitações de um time que não vai se eternizar na galeria dos grandes esquadrões, mas estará, para sempre, na lista de campeões no Palestra. Lista que volta a destacar o bicampeão Luiz Felipe Scolari. Era ele o técnico no primeiro título da Copa do Brasil, em 1998. É ele o técnico no segundo. Mais velho, mais ranzinza, menos tolerante até mesmo com seus patrões, mas ainda um vencedor.
Betinho, Coritiba x Palmeiras (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Betinho, emocionado, comemora o gol do título do Palmeiras (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
O Coritiba perdeu sua segunda final consecutiva (em 2011 foi derrotado pelo Vasco), mas se estabeleceu como um grande, uma equipe que se impõe diante de sua torcida e passa a ser mais respeitada em qualquer competição. Resta saber se a diretoria terá a paciência e a disposição para manter o trabalho, assim como no ano passado.
Ao time paranaense restam o Campeonato Brasileiro e a Copa Sul-Americana. O Palmeiras também tem as duas competições pela frente, mas com o alívio de estar garantido na Taça Libertadores de 2012. Algo muito, muito importante, principalmente porque o outro brasileiro que já carimbou vaga é o Corinthians, arquirrival e atual campeão. Título e classificação que podem fazer a equipe navegar em mares calmos, algo raro ultimamente. Rafinha contra a 'rapa' Parecia uma regra da final: o Coritiba só podia jogar por onde estava Rafinha. E o arisco camisa 7 começou pelo lado direito, onde logo conseguiu que seu marcador, Juninho, levasse cartão amarelo. Mas ser dependente de Rafinha não é bom sinal. Isso ficou evidente quando ele se jogou na entrada da área e também foi advertido pelo árbitro Sandro Meira Ricci, e quando justamente em seu lado o Palmeiras começou a dominar a partida. Juninho e Mazinho foram grandes, apesar dos nomes. Tabelaram, triangularam quando Henrique ou Betinho se aproximaram, e criaram chances que fizeram time e torcida do Coxa baixarem a bola. Um silêncio quase sepulcral quando Betinho, livre, finalizou para fora após cruzamento de Marcos Assunção. Sempre os cruzamentos do capitão... Eles voltariam no segundo tempo. Rafinha mudou de lado, foi para onde o campo estava em piores condições. E parecia que o Verdão do Paraná só chegaria com perigo se o Verdão de São Paulo errasse. Foi o que Thiago Heleno fez. Bobeou feio à frente de Everton Costa, atacante perigoso, "chato" para os zagueiros, mas sem faro de artilheiro. Ele rolou para Rafinha, que deu o maior susto em Bruno. O chute de pé esquerdo passou muito perto.
Coritiba x Palmeiras (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Everton Costa, do Coritiba, com Maurício Ramos, do Palmeiras (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
Betinho: o herói da vez Marcelo Oliveira voltou do intervalo com Ayrton, um lateral mais ofensivo, no lugar de Jonas. Pediu que sua equipe jogasse mais bola. Atitude o Coritiba até teve. Povoou o campo de ataque, explorou os avanços de Rafinha pela direita e fez a bola chegar mais à grande área do Palmeiras. Mas faltava qualidade técnica, que o técnico tentou ganhar com a entrada de Lincoln no lugar do volante Sergio Manoel. Ayrton e Lincoln. E Marcelo, que havia errado nas substituições nos últimos jogos, mostrou o resultado de conhecer bem seu grupo. O meia sofreu falta e o lateral bateu com perfeição, rente à trave. Gritou, mostrou o símbolo aos torcedores, quase arrancou a camisa. E deu o recado para os palmeirenses: "Ainda tem jogo!!!". Tem mesmo? Falta para o Palmeiras na entrada da área logo depois. Muita reclamação do Coritiba. Dá para entender... Passou um filme na cabeça de milhares de pessoas na arquibancada. Quantos gols esse time de camisa verde já fez dessa forma? Um filme de terror para os anfitriões, uma deliciosa comédia para os visitantes. Um filme cujo protagonista é Marcos Assunção e o coadjuvante se reveza. No mais importante de todos os gols de bola parada da segunda Era Felipão, foi Betinho quem tirou o grito preso há tanto tempo na garganta, no peito e no coração dos palmeirenses. O Coritiba, por obrigação, colocou mais um atacante e passou a tentar e correr mais. Mas no fundo, todos sabiam que quem sofreu tanto para fazer um golzinho não conseguiria fazer três em pouco mais de 25 minutos. Ainda mais na "defesa que ninguém passa". O relógio passou a ser o principal personagem da atração que teve início na vitória por 2 a 0 na Arena Barueri. Os últimos minutos já se transformaram no início da festa. Luan, que disputou machucado o fim da partida, e Felipão tiveram seus nomes gritados. O que não faz um título... Em meio aos torcedores, o suspenso Valdivia, o operado Barcos e o santo aposentado Marcos pareciam cidadãos normais, como esses palmeirenses que vão sair de casa nesta quinta-feira sem medo de cruzar com um amigo torcedor de outro time. Sem terem que mudar de assunto quando começarem a falar de futebol. E com um sorriso largo, do tamanho da futura Arena Palestra. Sorriso de campeão.
Coritiba x Palmeiras (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Coxa pressionou, mas não conseguiu passar pelo Palmeiras (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

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quarta-feira, 11 de julho de 2012


Coritiba e Palmeiras decidem Copa do Brasil para coroar ciclo e voltar ao estrelato nacional

Coritiba e Palmeiras decidem a Copa do Brasil a partir das 21h50 desta quarta-feira, no Couto Pereira, tendo lacunas semelhantes a serem preenchidas em caso de título: fim de longo jejum nacional e coroação de um trabalho longo em termos de Brasil. A ESPN Brasil e a ESPN+ transmitem o duelo ao vivo, assim como a Rádio Estadão ESPN; o fã de esporte também pode acompanhar o confronto em tempo real no ESPN.com.br.

Sob o comando de Luiz Felipe Scolari há quase dois anos - a serem completados no próximo dia 15 -, o time paulista não sabe o que é levantar uma taça nacional há 12 temporadas, quando levou a já extinta Copa dos Campeões, que reunia clubes campeões e alguns vices de torneios regionais como o Rio-São Paulo, a Copa Sul-Minas entre outros.

O próprio Felipão também contabiliza longa espera por um título de expressão após ser pentacampeão do mundo dirigindo a seleção brasileira, em 2002. De lá para cá, foi vice da Eurocopa-2004 e caiu nas quartas de final da mesma disputa quatro anos mais tarde com Portugal, seleção com a qual alcançou o quarto lugar na Copa do Mundo de 2006.

"Claro que indo para o jogo podendo perder por um gol dá muita tranquilidade, mas eu também não posso ficar muito feliz porque já levei de seis", afirmou o comandante alviverde logo depois da vitória por 2 a 0 no jogo de ida, em São Paulo, semana passada, fazendo uma referência direta aos 6 a 0 que sua equipe levou do mesmo Coritiba no primeiro confronto das quartas de final da Copa do Brasil de 2011. Ganhar o título coroaria a união recente entre Felipão e Palmeiras.

Massacre de 2011 não é motivação a mais no Coritiba, que aposta em sua força no Couto Pereira

O massacre do ano passado não incomoda os jogadores do Palmeiras, assim como também não é motivo a mais de confiança do lado do Coritiba. "Isto é passado", disse o volante Willian. Outro volante, Sérgio Manoel prefere apostar na força do time coxa-branca dentro do Couto Pereira, onde a eqiuipe soma 11 vitórias seguidas pela Copa do Brasil, sendo seis partidas na edição do ano passado e mais cinco na atual. "O Couto Pereira tem uma mística, a equipe se transforma aqui, vocês sabem disso. E a gente acredita nisso", disse.

Ganhar a taça faria o Coritiba também acabar com um longo jejum nacional de 27 anos, já que levou o Campeonato Brasileiro de 1985, e coroar o trabalho feito não só pelo técnico Marcelo Oliveira, no cargo há um ano e meio, como também o do presidente Vilson Ribeiro de Andrade e sua equipe, responsáveis por reerguer o clube após o rebaixamento para a Série B do Brasileiro em 2009.

Especulado em clubes como São Paulo e Flamengo nas últimas semanas, Marcelo Oliveira garante não ter recebido nenhum contato dos mesmos e também acredita na força do Coritiba dentro do Couto Pereira para reverter a vantagem rival.

"O torcedor é um aliado constante, sempre nos apoiou. Não temos um aproveitamento bom aqui por acaso, não chegamos à final por acaso", afirmou o técnico que verá um estádio tomado por 34.700 pessoas na torcida - venda total dos ingressos. - e que tem contrato com o clube paranaense até o final deste ano.

Mistério de ambos os lados

Ambos os treinadores apostaram no mistérios para a deicão e não divulgaram os times que irão a campo. Felipão quase ficou sem Maikon Leite, mas o atacante recuperou-se de problema em um dos tornozelos e viajou para Curitiba. Luan também não sente mais nada da lesão em uma das coxas e pode ser a surpresa no ataque, embora não tenha sido relacionado. Barcos, recuperando-se de operação no apêndice, e Valdivia, expulso em Barueri, estão fora.

No Coritiba, são várias as dúvidas. Marcelo Oliveira em nenhum momento deixou escapar se escalará o lateral-direito titular Ayrton, que não jogou em São Paulo por estar suspenso, e o volante Sérgio Manoel, outro titular que também não participou do duelo de ida devido a cartão. Na zaga, o suspenso Emerson dá vaga a Demerson, que jogará ao lado de Pereira.

FICHA TÉCNICACORITIBA X PALMEIRAS

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Seedorf desembarca no Rio e é recepcionado por multidão (Postado por Lucas Pinheiro)



Sexta-feira, às 9h47m. Exatamente neste horário o avião trazendo Seedorf pousou no Aeroporto Internacional Tom Jobim. No saguão e também no lado de fora, mais de 1.500 torcedores aguardavam ansiosamente para ver o mais novo ídolo. E, às 10h31m, a espera terminou. Depois de ouvir aplausos para a esposa Luviana, o holandês saiu pelo portão de desembarque e teve o primeiro contato com os alvinegros.
Recepcionado com o hino do Botafogo, Seedorf subiu em um palanque montado para ele e colocou uma bandeira do time nos ombros. Sorridente e fazendo o sinal de positivo, ele aplaudiu a festa e posou para fotos.
- Uh, tá maneiro, o Seedorf é alvinegro! - gritaram os torcedores após cantarem o hino.

Após pouco mais de um minuto no palanque, o holandês deixou o aeroporto para seguir em carreata rumo ao hotel em Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro, onde ficará inicialmente hospedado. Lá, foi recebido por uma comitiva de dirigentes chefiada pelo presidente Maurício Assumpção. No aeroporto, o jogador foi recepcionado pelo vice de marketing Thiago Cesário e pelo diretor de marketing Marcelo Guimarães.
Outras músicas foram cantadas pela torcida durante a espera. Uma delas fazia provocação aos flamenguistas: "Não é mole, não. Eu tenho o Seedorf, e você tem o Tufão", em referência ao personagem da novela "Avenida Brasil" - um ex-jogador rubro-negro - interpretado pelo ator Murilo Benício. Outra, em ritmo de Chiclete Com Banana, dizia: "Seedorf, oba, oba". O uruguaio Lodeiro, que deve ser apresentado após as Olimpíadas de Londres, também foi lembrado, com gritos de "O Lodeiro vem aí e o bicho vai pegar".

A movimentação no Aeroporto Internacional Tom Jobim começou a se intensificar a partir das 8h. O voo, que estava programado para 9h, atrasou quase 50 minutos, aumentando a expectativa dos torcedores dentro e fora do saguão. Um grupo de estudantes holandeses, fãs do Ajax, juntou-se à torcida para esperar o compatriota. A torcida do Bahia, próximo adversário no Brasileiro, também levou representantes para o desembarque. Musa do Botafogo, Caroll Marques marcou presença, elogiou o reforço, lamentou a saída de Loco Abreu e posou para fotos.
No meio da festa, um torcedor acendeu um sinalizador, espalhando fumaça no saguão. Foi apagado após uma cobrança dos seguranças do aeroporto, que temeram o acionamento dos detectores de incêndio.
Programação
No sábado, a festa continua. Com dois torcedores escolhidos por uma promoção do clube, ele irá de helicóptero para o Engenhão, onde terá uma comitiva à sua espera no gramado. Além das duas crianças, que entregarão a camisa ao jogador, haverá a presença dos ídolos Jairzinho, Zagallo e Carlos Alberto Torres ao lado do presidente Maurício Assumpção, outros dirigentes e cinco sócios do programa Sou Botafogo.
A apresentação de Seedorf para a torcida do Botafogo será conduzida por Marcelo Adnet. O apresentador, ator e comediante será o mestre de cerimônias no evento, que será realizado a partir de 17h no Engenhão, antes de a bola rolar para Botafogo x Bahia.
Anunciado oficialmente como novo camisa 10 do time, Seedorf, de 36 anos, assinou contrato de dois anos, recebendo um total de R$ 18,3 milhões. A expectativa é de que ele faça a estreia no dia 22, contra o Grêmio, no Engenhão. Casado com uma brasileira e pai de quatro filhos, Seedorf tem residência fixa no Rio de Janeiro, com apartamento montado no Leblon.

quinta-feira, 5 de julho de 2012


Bola parada decide, Palmeiras bate Coritiba e abre boa vantagem na final da Copa do Brasil

Bola parada decide, Palmeiras bate Coritiba e abre boa vantagem na final da Copa do Brasil
Reprodução/ESPN


Longe de uma decisão nacional há 12 anos, a torcida do Palmeiras lotou a Arena Barueri nesta quinta-feira na esperança de ver uma vitória do time alviverde sobre o Coritiba, no primeiro jogo da final da Copa do Brasil.
E foi exatamente o que aconteceu. Com um gol de Valdivia, de pênalti, e outro de Thiago Heleno, que aproveitou cruzamento de Marcos Assunção, os paulistas fizeram 2 a 0 na equipe paranaense e abriram vantagem na busca pelo título.

Vencedor da competição em 1998, o time comandado pelo técnico Luiz Felipe Scolari pode ser derrotado por até um gol de diferença na partida da próxima semana, que acontece no estádio Couto Pereira, em Curitiba, para se sagrar bicampeão do torneio. Já o elenco comandado por Marcelo Oliveira terá que se apoiar no ótimo retrospecto dentro de casa para tentar reverter a desvantagem e evitar o segundo vice consecutivo.

Apesar da vantagem, o Palmeiras terá uma importante baixa para o jogo de volta. Aos 24 minutos do segundo tempo, Valdivia dividiu forte com um adversário, levou o segundo cartão amarelo e foi expulso. Agora, o chileno é desfalque certo para a partida de volta.

Na esperança de ver o time novamente campeão, a torcida do Palmeiras fez uma grande festa desde a tarde desta quinta-feira nas imediações da Arena Barueri. Apesar da forte comemoração, o torcedor necessitou ter paciência com o time. Sem contar com o atacante argentino Hernán Barcos, que passou por uma cirurgia para se curar de apendicite, Felipão escalou Betinho no ataque. A escolha fez com que a equipe perdesse referência ofensiva, principalmente nas bolas paradas. Além disso, os palmeirenses viram os visitantes dominarem as ações e criarem as melhores oportunidades ao longo do primeiro tempo.

Porém, a situação que parecia dramática se tornou uma explosão de alegria alviverde aos 46 minutos da etapa inicial. Após levantamento na área, Betinho foi derrubado por Jonas e o árbitro assinalou pênalti. Valdivia cobrou fraco, no canto direito do goleiro Vanderlei, e abriu o placar.

O gol que definiu a vitória palmeirense saiu aos 19 minutos da etapa final. Marcos Assunção cruzou para a área, a bola desviou em Lincoln e sobrou para Thiago Heleno, que de cabeça, definiu a vitória do time paulista.Agência Estado
Valdivia homenageou Barcos na comemoração do primeiro tempo
Valdivia homenageou Barcos na comemoração do primeiro tempo


O jogo

A estratégia do Coritiba funcionou melhor no início da partida, pressionando a saída de bola do Palmeiras e aproveitando os erros de passes da equipe de Felipão. Além disso, Marcelo Oliveira armou seu time para explorar os contragolpes na Arena Barueri. Assim, a primeira grande chance do time paranaense saiu em uma resposta aos donos da casa.

Aos oito minutos, Marcos Assunção cobrou falta para a área e a defesa coxa-branca conseguiu afastar. No contra-ataque, Júnior Urso avançou livre pela esquerda, ganhou na corrida de Márcio Araújo e saiu de frente para Bruno, que fez grande defesa para salvar a equipe local.

Na jogada seguinte, depois de cruzamento da esquerda, Rafinha apareceu atrás da defesa, perto da pequena área, e errou o alvo na finalização. Diante de um time mais organizado, o Palmeiras sentiu falta de seu homem de referência na frente, Hernán Barcos, vetado por conta de uma crise de apendicite. Substituto do argentino, Betinho era facilmente anulado pelo sistema defensivo paranaense.

Desta forma, coube ao time anfitrião apostar na individualidade de Valdivia, que driblou Júnior Urso perto da linha de fundo, invadiu a área e caiu, pedindo pênalti, mas o árbitro mandou seguir. A jogada não mudou o panorama do confronto, que continuou sob domínio do Coritiba.

Aos 20, Willian Farias percebeu um buraco na zaga palmeirense, entrou na área pela direita e arrematou cruzado, alto, mas Bruno fez outra boa defesa. Pouco depois, Rafinha bateu falta da esquerda direto para o gol e Bruno se esticou para evitar por cobertura, mas o árbitro paralisou antes ao constatar irregularidade do ataque visitante.

O Coritiba seguiu pressionando os donos da casa. Depois de bola espirrada na intermediária, Gil e Everton Costa apareceram livres na área e Bruno hesitou, mas saiu do gol para tirar. Esperança do sistema ofensivo palmeirense, Valdivia se irritou com a falta de colaboração dos colegas, reclamando, em jogadas diferentes, com Artur e Juninho.

Sem conseguir dar sequência aos lances do camisa 10, o Palmeiras recorreu à bola parada. Aos 38, Marcos Assunção levantou na área em cobrança de falta e viu Thiago Heleno desviar de cabeça para fora. Do outro lado, Everton Costa recebeu lançamento, dominou no peito e girou para bater, obrigando Bruno a segurar.

Já nos acréscimos, o Palmeiras abriu o placar. Marcos Assunção bateu falta para a área e, depois de desvio na primeira trave, o árbitro assinalou pênalti de Jonas sobre Betinho. Os jogadores do Coritiba reclamaram bastante da decisão de Wilton Pereira Sampaio, que ainda aplicou cartão amarelo ao lateral direito. Aos 46, Valdivia cobrou no canto oposto ao do salto do goleiro Vanderlei, abrindo o placar.

Assim como na etapa inicial, o Coritiba voltou melhor para o segundo tempo, com uma sequência de jogadas de bola parada, afastadas pela zaga palmeirense. Márcio Araújo ainda quase complicou ao perder a bola na tentativa de sair jogando, mas parou a jogada cometendo falta, que custou um cartão amarelo.

Apesar de segurar mais a bola, Marcelo Oliveira viu que seu time passou a criar menos, motivando a saída de Everton Ribeiro para a entrada do ex-palmeirense Lincoln, vaiado pelos torcedores mandantes.

Porém, o perigo saiu em jogada do time da casa. Juninho dominou pela esquerda e finalizou com perigo. A bola bateu no peito de Vanderlei, que conseguiu fazer a defesa em seguida. Aos 20, a torcida palmeirense vibrou novamente, com fogos e papel picado. Marcos Assunção cobrou falta da intermediária, e o zagueiro Thiago Heleno completou de cabeça para fazer o segundo gol.

Pouco depois, o camisa 20 teve nova oportunidade em batida de falta, mas Vanderlei segurou no meio do gol. A vantagem maior no placar desestabilizou o Coritiba, e o treinador tirou Gil para a entrada de Anderson Aquino.

A festa entre os palmeirenses nas arquibancadas foi interrompida aos 25 minutos, quando Valdivia cometeu falta no meio-campo sobre Willian Farias e levou seu segundo cartão amarelo, sendo expulso de campo.

Para tentar aproveitar a oportunidade de atuar com um jogador a mais, o técnico da equipe paranaense tirou Júnior Urso e mandou o experiente Tcheco a campo. Na tentativa de esfriar o jogo, o Palmeiras passou a tocar a bola na frente. Já Felipão procurou renovar o fôlego do time, com Maikon Leite na vaga de Mazinho.

Na primeira jogada que participou, Maikon Leite desperdiçou uma chance incrível, pois recebeu lançamento em velocidade, driblou o goleiro e chutou errado, facilitando para a zaga tirar quase em cima da linha.

FICHA TÉCNICA:

PALMEIRAS 2 X 0 CORITIBA

Local: Arena Barueri, em Barueri (SP)

Data: 5 de julho de 2012, quinta-feira

Horário: 21h50 (de Brasília)

Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (GO)

Assistentes: Alessandro Rocha de Matos (Fifa-BA) e Fabrício Vilarinho da Silva (Fifa-GO)

Cartões amarelos: Márcio Araújo (Palmeiras). Júnior Urso, Jonas, Emerson e Tcheco (Coritiba)

Cartão vermelho: Valdivia (Palmeiras)

Público: 28.557 pagantes

Renda: R$ 1.874.214,00GOLS: PALMEIRAS: Valdivia, aos 46 minutos do primeiro tempo. Thiago Heleno, aos 20 minutos do segundo tempo

PALMEIRAS: Bruno; Artur, Maurício Ramos, Thiago Heleno e Juninho; Márcio Araújo, Marcos Assunção, João Vitor e Valdivia; Mazinho (Maikon Leite) e Betinho

Técnico: Luiz Felipe Scolari

CORITIBA: Vanderlei, Jonas, Pereira, Emerson e Lucas Mendes; Willian Farias, Gil (Anderson Aquino), Júnior Urso (Tcheco), Rafinha e Everton Ribeiro (Lincoln); Everton Costa

Técnico: Marcelo Oliveira
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quarta-feira, 4 de julho de 2012

Coração na boca! Timão pega o Boca por título inédito e fim de sua sina (Postado por Lucas Pinheiro)



Chegou o tão sonhado dia para os corintianos! Depois de décadas de dolorosas derrotas e muita provocação dos rivais, o Timão pode finalmente conquistar a Libertadores pela primeira vez em sua história. A taça pode vir nesta quarta-feira, a partir das 21h50m, em grande estilo. A equipe de operários comandada por Tite só sairá do Pacaembu campeã se for de forma invicta e contra ninguém menos que o Boca Juniors, bicho-papão da competição nos últimos anos, com seis títulos.

O gol de Romarinho que empatou o primeiro jogo por 1 a 1, na Bombonera, encheu os alvinegros de esperança, mas não deixou ninguém em vantagem para o decisivo duelo. Para levantar o troféu, Corinthians e Boca precisam vencer. Como a regra do gol fora de casa não vale para as finais, uma nova igualdade por qualquer contagem leva o confronto para 30 minutos de prorrogação. Se ela persistir, haverá cobranças de pênaltis.
A seu favor, o Corinthians conta com os mais de 35 mil torcedores que transformarão o tradicional estádio paulistano em um caldeirão de sentimentos que deixará todos com o coração na boca e claro, na ponta da chuteira dos jogadores. O retrospecto como mandante também é favorável. Em seis partidas em São Paulo nesta edição do torneio, o Timão venceu cinco e empatou uma, sofrendo apenas um gol.
Mais do que o inédito troféu, o Timão pode atingir uma marca histórica. Desde 1978, com o mesmo Boca, nenhum clube consegue ser campeão sem perder um jogo sequer. Até agora, o Alvinegro acumulou sete vitórias e seis empates em 13 partidas. Os outros que conseguiram foram Peñarol-URU (1960), Santos (1963), Independiente-ARG (1964) e Estudiantes-ARG (1969 e 1970).

Do outro lado, o Boca Juniors parece não se abalar com o tropeço em Buenos Aires e confia em seu poderoso histórico de nove finais e seis títulos, alguns deles contra brasileiros. Em quatro decisões como visitante, a equipe ficou com a taça em três: 2000 contra o Palmeiras, 2003 diante do Santos e 2007 frente ao Grêmio – em 77, bateu o Cruzeiro no terceiro jogo, disputado em campo neutro. Em 2004, perdeu para o Once Caldas, na Colômbia.
O trio de arbitragem é todo colombiano. Wilmar Roldan apita a partida, tendo como auxiliares Abraham González e Humberto Clavijo. A Rede Globo transmite a partida para a todo o Brasil. No GLOBOESPORTE.COM, você acompanha, a partir das 18h, em Tempo Real,toda a movimentação no Pacaembu, além de um programa especial com flashes ao vivo direto do estádio a partir das 21h.

Corinthians: o técnico Tite colocará em campo a mesma formação que empatou na Bombonera. O atacante Jorge Henrique, substituído no intervalo em virtude de dores na coxa direita, conseguiu se recuperar e está confirmado. Caso ele apresente um problema de última hora, o treinador já revelou que Romarinho ficará com a vaga. A formação é a seguinte: Cássio, Alessandro, Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Danilo e Alex; Jorge Henrique e Emerson.
Boca Juniors: o técnico Julio César Falcioni pretendia repetir a equipe que empatou na Bombonera, mas a recusa de Roncaglia em entrar em campo, por já estar negociado com a Fiorentina-ITA, mudou os planos. O lateral-direito viajou para o Brasil, mas deve ficar fora da partida. Nesta terça-feira, o Boca treinou com Sosa em seu lugar. O restante do time é o mesmo. Caruzzo segue na vaga de Insaurralde, que rompeu os ligamentos do tornozelo esquerdo. Os argentinos tentarão o heptacampeonato com Orion, Sosa, Schiavi, Caruzzo e Clemente Rodríguez; Somoza, Ledesma e Erviti; Riquelme; Mouche e Silva

Corinthians: Nnnguém.
Boca Juniors: Roncaglia (sem acordo para prorrogar o contrato) e Insaurralde (machucado)

Corinthians: Danilo não chega a ser um ídolo da torcida, mas provou na Taça Libertadores o quanto é importante para a equipe. Em seis partidas no Pacaembu, o armador fez quatro gols e ajudou a colocar o Timão na decisão. Frio e decisivo, desponta como uma das grandes apostas para levar o título ao Parque São Jorge.
Boca Juniors: “El Tanque” Santiago Silva passou pelo Corinthians em 2002 e entrou em campo só uma vez. Ficou rotulado como grosso. Agora, titular do Boca e queridinho de Falcioni, sonha decidir o título a favor do time argentino justamente contra seu ex-clube. No empate por 1 a 1 na Bombonera, ele quase fez um gol, mas o zagueiro Chicão impediu com a mão - na sequência, Roncaglia marcou no rebote. Agora, o centroavante promete dar a vida para levantar a taça.


Tite, técnico do Corinthians: “Tudo vai depender do que produzirmos nesse último jogo. Do outro lado tem uma grande equipe que também tem o seu merecimento. Podemos ser campeões invictos. Eu posso ser campeão invicto da Sul-Americana e da Libertadores. Mas não dá para falar porque a adrenalina fica a milhão. Temos de ganhar sendo melhores em campo”.
Orion, goleiro do Boca: "O brasileiro se sente incomodado contra o argentino. As estatísticas do Boca pesam. Espero que possamos continuar alimentando isso Temos uma grande equipe e jogamos com a vantagem de ter quatro ou cinco jogadores que já ganharam a Libertadores. Vamos ganhar e trazer a Copa".


* O Corinthians pode ser a nona equipe brasileira a conquistar a Taça Libertadores. Caso seja campeão, o Timão entrará neste seleto grupo. Com três títulos, São Paulo (92/93/2005) e Santos (62/63/2011) lideram esse ranking seguidos por Cruzeiro (76/97), Grêmio (83/95) e Internacional (2006/10) com dois títulos, Flamengo (81), Vasco (98) e Palmeiras (99), uma vez cada.
* O Boca Juniors luta pelo sétimo título da Libertadores e nesta caso igualaria o Independiente na condição de maior vencedor da competição. Seis vezes campeão (77/78/2000/01/03/07) e três vezes vice (63/79/04), o Boca decide a Libertadores pela décima vez em sua história, igualando a marca do Peñarol como as duas equipes que mais chegaram à decisão. Independiente (sete finais), Olímpia, Nacional-URU e São Paulo (seis vezes) aparecem a seguir entre os times que mais decidiram a Libertadores.
* Nas últimas oito vezes que a Libertadores foi decidida entre um time brasileiro e um de outro país, o troféu foi para o exterior em seis oportunidades. Isso aconteceu em 2000 (Boca x Palmeiras); 2002 (Olímpia x São Caetano); 2003 (Boca x Santos); 2007 (Boca x Grêmio); 2008 (LDU x Fluminense) e 2009 (Estudiantes x Cruzeiro). Esta série negativa foi interrompida nos dois últimos anos com Internacional e Santos, que derrotaram Chivas-MEX e Peñarol nas finais.
* Decidir a Libertadores em casa não é garantia de sucesso. Na história da competição, 21 equipes foram campeãs em suas casas, 17 festejaram o título na casa do adversário e houve 14 decisões em uma terceira partida, sempre realizada em campo neutro. Nos últimos 10 anos, foram cinco conquistas das equipes locais e cinco das visitantes.
* Nas últimas cinco vezes que a Libertadores teve uma decisão entre brasileiros e argentinos, os times da Argentina levaram o troféu. A última vez que uma final Brasil-Argentina na Libertadores teve vantagem brasileira foi há 20 anos quando o São Paulo derrotou o Newell´s Old Boys em 1992.
* Maiores rivais no futebol sul-americano, brasileiros e argentinos já se enfrentaram 148 vezes em jogos de Libertadores da América com pequena vantagem argentina. As equipes argentinas tiveram 61 vitórias, contra 59 vitórias dos times brasileiros e 28 empates. No Brasil, foram 72 os confrontos entre brasileiros e argentinos na história da Libertadores, com grande vantagem para as equipes brasileiras que venceram 45 vezes, empataram 12 jogos e perderam em 15 oportunidades.

Corinthians e Boca Juniors se enfrentaram pela última vez no dia 27 de junho, na Bombonera. Depois de um primeiro tempo equilibrado, Roncaglia abriu o placar para os argentinos na etapa final. Entretanto, aos 40 minutos, Romarinho empatou logo no primeiro toque dele na bola e deixou o Timão a uma simples vitória do inédito título.


terça-feira, 3 de julho de 2012

Tite ignora histórico do Boca: 'Se fosse só mística, estaríamos fora' (Postado por Lucas Pinheiro)


O Boca Juniors se apega à sua história na Taça Libertadores para acreditar na conquista de mais um título. Em nove decisões do maior torneio sul-americano, os argentinos saíram de campo campeões seis vezes. Mas, para o técnico Tite, todo o histórico, favorável ou contra, não pode ser levado em conta pelo Corinthians.
– Se fosse pela mística, nós estaríamos fora. Todo mundo fala que o Corinthians não vai bem em Libertadores. Desde o primeiro jogo estou ouvindo isso. Mística e experiência são feitas mais pelas pessoas, pela mentalidade dos atletas, pela equipe, pelo técnico, do que pela camisa. Se fosse pela camiseta, o Corinthians nunca teria caído ou o Boca nunca correria risco de descenso.
Os números, aliás, são favoráveis ao Boca. Enquanto o Timão passou décadas convivendo com as provocações dos adversários por não ter um título sul-americano, os argentinos possuem um histórico impressionante, principalmente quando do outro lado do campo está um time brasileiro.

Em quatro decisões fora de casa, a equipe de Buenos Aires ficou com a taça em três: 2000 contra o Palmeiras, 2003 diante do Santos e 2007 frente ao Grêmio – em 77, bateu o Cruzeiro no terceiro jogo, disputado em campo neutro. Em 2004, porém, acabou em segundo ao ser batido pelo Once Caldas, na Colômbia.
Assim como aconteceu diante do Tricolor gaúcho, a grande aposta dos argentinos para levar mais uma taça para a Bombonera é Riquelme. O meio-campista é o “dono” do time e a grande esperança do técnico Julio César Falcioni de estragar a tão sonhada festa dos corintianos. Tite, contudo, quer atenção com todos.
– Precisamos ter cuidado com o Riquelme, sim. Ele tem qualidade, é o cérebro, o jogador da assistência, da bola parada. Mas o Boca chega por um conjunto bom e não por um jogador. A equipe tem de estar preparada para o Boca e não para um jogador só. Assim como aconteceu contra o Neymar. O time tem que ser solidário e abraçar a causa junto.
Depois do empate por 1 a 1 na Bombonera, Corinthians e Boca Juniors precisam vencer para decidir quem ficará com o título, nesta quarta-feira, a partir das 21h50m, no Pacaembu. Em caso de uma nova igualdade, seja por qualquer contagem, a decisão irá para 30 minutos de prorrogação. Persistindo, a disputa será nos pênaltis. A Rede Globo transmite a partida ao vivo para todo Brasil, e o GLOBOESPORTE.COM acompanha em Tempo Real.